Praça do Coco tem área interditada após ação do MP

Praça do Coco interditada parcialmente em Barão Geraldo após laudo técnico apontar risco de queda de árvore
Foto: Imagem gerada por IA

Praça do Coco tem área interditada após ação do MP e novo laudo técnico

A tradicional Praça do Coco, um dos pontos mais conhecidos de convivência em Barão Geraldo, distrito de Campinas, passou a ter parte de sua área interditada após um novo desdobramento envolvendo a polêmica sobre a retirada de árvores no local. A medida foi adotada pela Prefeitura de Campinas após um despacho do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que solicitou esclarecimentos e novas análises técnicas sobre uma árvore remanescente existente na praça..

A interdição começou na terça-feira, dia 2 de junho de 2026, e tem caráter preventivo. Segundo a administração municipal, a decisão foi tomada após um contralaudo elaborado por especialista da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), apontando elevado risco de queda de uma árvore da espécie Ficus localizada próxima ao parque infantil. .

O caso vem mobilizando moradores, ambientalistas, especialistas e órgãos públicos desde abril, quando duas figueiras de grande porte foram removidas do espaço, provocando questionamentos e manifestações da comunidade local.

Por que a Praça do Coco foi interditada?

De acordo com a Prefeitura de Campinas, o isolamento da área foi adotado para garantir a segurança dos frequentadores enquanto o processo de avaliação técnica continua sendo analisado pelos órgãos competentes. A restrição atinge um raio aproximado de 22 metros ao redor da árvore apontada no estudo como potencialmente perigosa.

O despacho do Ministério Público ocorreu após a apresentação do contralaudo solicitado pelo município. O documento técnico concluiu que a árvore apresenta fragilidade estrutural significativa, comprometimento na base do tronco, sinais de biodeterioração, infestação por cupins, raízes expostas e instabilidade do solo, fatores que poderiam aumentar o risco de queda.

Apesar das conclusões do estudo, a remoção da árvore segue suspensa até que novas avaliações sejam concluídas e uma decisão definitiva seja tomada.

Entenda a polêmica envolvendo a Praça do Coco

A discussão sobre a situação das árvores da Praça do Coco ganhou repercussão no final de abril, quando duas figueiras consideradas históricas foram retiradas pela Prefeitura de Campinas. As árvores possuíam aproximadamente 15 metros de altura e faziam parte da paisagem do espaço há décadas.

A ação gerou forte reação entre moradores de Barão Geraldo, frequentadores da praça e entidades ligadas à preservação ambiental. Diversos grupos questionaram os laudos que embasaram a retirada e defenderam a realização de estudos complementares antes de qualquer nova intervenção.

A partir daí, iniciou-se uma disputa técnica envolvendo diferentes pareceres sobre as condições das árvores presentes no local.

Laudos divergentes ampliaram debate ambiental

Um dos principais pontos do impasse está na divergência entre os estudos apresentados por diferentes especialistas.

Enquanto o contralaudo solicitado pela Prefeitura apontou risco elevado de queda e recomendou a remoção da árvore remanescente, análises conduzidas por especialistas ligados ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) chegaram a conclusões diferentes.

Segundo o Comdema, exames realizados com equipamentos como tomografia sônica e ultrassom indicaram que a árvore poderia ser preservada mediante monitoramento e manejo adequado. A análise foi conduzida por uma equipe multidisciplinar e incluiu inspeções presenciais detalhadas.

Diante das divergências, o Ministério Público decidiu suspender qualquer retirada até que todas as informações fossem analisadas de forma mais aprofundada.

O papel do Ministério Público no caso

O Ministério Público tem acompanhado de perto todas as etapas relacionadas à situação da Praça do Coco. Em maio, a Promotoria determinou a suspensão da extração da árvore remanescente após considerar que existiam divergências técnicas relevantes entre os laudos apresentados.

Posteriormente, após analisar o novo parecer técnico elaborado pela Esalq-USP, o órgão voltou a se manifestar e solicitou novos esclarecimentos. Também foi requisitada uma manifestação formal do Comdema sobre os apontamentos presentes no contralaudo.

O objetivo é garantir que qualquer decisão futura seja tomada com base em critérios técnicos consistentes e levando em consideração tanto a segurança da população quanto a preservação ambiental.

Área permanecerá isolada até conclusão das análises

Enquanto as avaliações seguem em andamento, a Prefeitura informou que a área permanecerá interditada. O isolamento busca evitar acidentes caso ocorra qualquer comprometimento estrutural da árvore apontada como problemática pelos especialistas que elaboraram o contralaudo.

A administração municipal reforçou que nenhuma nova intervenção será realizada antes da conclusão dos procedimentos técnicos e das deliberações relacionadas ao processo.

A expectativa é que os pareceres complementares auxiliem na definição dos próximos passos para o futuro da área verde.

Importância da Praça do Coco para Barão Geraldo

Mais do que um espaço público, a Praça do Coco é considerada um dos principais pontos de encontro de Barão Geraldo. O local recebe famílias, estudantes, moradores e visitantes que frequentam a região em busca de lazer, convivência e atividades ao ar livre.

Ao longo dos anos, a praça se consolidou como referência cultural e social do distrito, reunindo eventos, encontros comunitários e atividades recreativas para crianças e adultos.

Por isso, qualquer alteração na estrutura do espaço costuma gerar forte repercussão entre os moradores, que acompanham atentamente os desdobramentos relacionados à preservação das áreas verdes e à segurança do local.

Próximos passos

O futuro da árvore remanescente da Praça do Coco dependerá das análises complementares solicitadas pelo Ministério Público e das manifestações técnicas que ainda serão apresentadas pelos especialistas envolvidos no caso.

Até que uma decisão definitiva seja tomada, a recomendação é que os frequentadores respeitem as áreas sinalizadas e acompanhem as atualizações divulgadas pelos órgãos oficiais responsáveis pelo processo.

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Links externos

Fonte: https://horacampinas.com.br/apos-despacho-do-mp-prefeitura-interdita-parcialmente-area-da-praca-do-coco/

Matéria pesquisada por nossos agentes de IA. Redigida e comentada por nossos Editores.

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