Lei cria PIDS em Barão Geraldo e impulsiona inovação sustentável

Lei cria PIDS em Barão Geraldo
foto: https://campinas.sp.gov.br/

Lei cria PIDS em Barão Geraldo em um passo decisivo para o futuro de Campinas, o prefeito Dário Saadi sancionou uma lei histórica que institui o Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS) no distrito de Barão Geraldo. A iniciativa marca o início de uma nova era para a região, combinando pesquisa científica, tecnologia, habitação social e respeito ao meio ambiente.

Origem e votação da lei do PIDS

A lei do PIDS foi aprovada pela Câmara Municipal com ampla maioria — 24 votos a favor, 5 contrários e 1 abstenção. } O texto aprovado regulamenta o uso do solo em uma área de aproximadamente 17 milhões de metros quadrados, redesenhando completamente o zoneamento no território de Barão Geraldo. :

Do que trata o novo Marco Regulatório do PIDS

A lei cria duas grandes zonas dentro do PIDS:

  • Zona de Centralidade (ZC-PIDS): destinada a uso misto, com habitação multifamiliar;
  • Zona de Atividade Econômica (ZAE-PIDS): voltada à inovação, pesquisa, tecnologia e serviços de suporte.

No que se refere à habitação social, a lei permite a construção de edifícios com até **7 andares** na área prioritária do PIDS, enquanto na zona de expansão urbana o limite de altura cai para **4 andares**.

Compromisso ambiental e urbano

Um dos pilares mais importantes do projeto é a sustentabilidade. A legislação exige a preservação de áreas verdes existentes e promove a recomposição da vegetação nativa, especialmente ao longo do Ribeirão Anhumas. Além disso, a drenagem nas novas construções deverá aproveitar soluções naturais: cada lote deverá manter ao menos **20 % de área permeável**, para reduzir riscos de alagamento.

A infraestrutura pensada para o PIDS também será subterrânea: utilidades como água, esgoto, energia elétrica e telecomunicações deverão ser instaladas de forma compartilhada e invisível, minimizando o impacto paisagístico. As calçadas serão generosas — entre 4 e 5 metros de largura — e quadras maiores contarão com passagens internas pensadas para pedestres e ciclistas, consolidando o conceito de mobilidade ativa.

A visão de crescimento e moradia social

Segundo a Prefeitura, a sanção da lei não apenas cria espaço para empresas de tecnologia e pesquisa, mas também abre caminho para habitação de interesse social. A região poderá abrigar um volume significativo de novas moradias, reforçando o compromisso com uma ocupação urbana inclusiva e planejada.

Durante a cerimônia de sanção, Dário Saadi destacou que o PIDS será um vetor de empregos e desenvolvimento para Barão Geraldo. “Foi um processo democrático, com audiências públicas, debates, para garantir que o polo tivesse olhar para a sustentabilidade, para as pessoas, para os empregos de alta qualidade”, afirmou o prefeito.

Parceria com a Unicamp e o HIDS

Um dos pontos centrais do PIDS é sua ligação com a Unicamp. Dentro do território do polo, será desenvolvido o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), um projeto ambicioso da universidade.

A área dedicada ao HIDS ocupa mais de 11 milhões de metros quadrados, englobando a Fazenda Argentina.  Além disso, o plano prevê o plantio de árvores, a criação de corredores ecológicos, passagens para fauna e a restauração de vegetação nativa, já alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Desafios e vozes contrárias

Nem todos celebraram a aprovação sem ressalvas. Críticos apontam preocupações sobre o impacto ambiental e a densificação urbana. O vereador Wagner Romão (PT), por exemplo, argumentou que a nova legislação pode trazer riscos à biodiversidade local e aumentar a impermeabilização do solo, especialmente se a ocupação crescer sem controle.

Ele também destacou que será essencial definir mecanismos de governança participativa para garantir que a comunidade, universidades, movimentos ambientais e sociedade civil possam opinar e acompanhar a implementação do PIDS.

Compromissos aprovados para amenizar críticas

Para responder a parte dessas críticas, a proposta de zoneamento foi ajustada pouco antes da votação final. A versão original permitia edifícios de até 100 metros (equivalente a 30 andares), mas a emenda final limitou a altura a 7 andares na área prioritária e 4 na expansão.

Além disso, ficou estabelecida a criação de um comitê de análise para fiscalizar o cumprimento das novas regras, envolvendo diferentes secretarias municipais.

Impactos esperados e futuro do PIDS

Com o marco legal definido, a Prefeitura de Campinas agora parte para a fase de regulamentação.  Espera-se que empreendimentos inovadores e urbanizadores antecipem projetos, aproveitando o novo marco regulatório moderno para lançar ideias ainda nos próximos meses.

O PIDS, segundo a administração municipal, poderá se tornar um “novo bairro inteligente”, inspirado no conceito da Cidade de 15 Minutos: toda infraestrutura para morar, trabalhar, estudar e se divertir estará a uma curta distância, privilegiando deslocamentos a pé ou de bicicleta.

Conclusão

A sanção da lei que estabelece o PIDS em Barão Geraldo representa mais do que uma mudança no mapa urbano de Campinas: é um projeto de futuro. Combinando inovação, habitação social e respeito ambiental, o polo promete reinventar uma região estratégica da cidade. A parceria com a Unicamp e o compromisso com a sustentabilidade reforçam a visão de transformar Barão Geraldo em um modelo de desenvolvimento urbano inteligente.

Fontes

 

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