Um grave incêndio Hong Kong destruiu partes do complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito Tai Po, provocando dezenas de mortes, centenas de desaparecidos e levantando um novo alerta sobre a segurança de construções com andaimes de bambu. As chamas começaram no fim da tarde de 26 de novembro de 2025 e se espalharam rapidamente, transformando prédios altos em torres em fogo, fumaça e destruição.
Como começou o desastre
O incêndio teve início nas estruturas externas de andaimes de bambu e telas de proteção instaladas durante reformas no Wang Fuk Court — um conjunto de prédios residenciais de alta densidade. As chamas começaram por volta de 14:50 (hora local), e com o vento e materiais inflamáveis a propagação foi extremamente rápida. Em poucas horas, o fogo já havia atingido diversos blocos do conjunto.
Autoridades elevaram o alerta para nível 5, o mais grave, mobilizando centenas de bombeiros, mais de 100 viaturas e ambulâncias para conter as chamas no que já é considerado um dos piores incêndios residenciais da história recente da cidade.
Vítimas, feridos e desaparecidos
Fontes oficiais relataram que o incêndio já deixou dezenas de mortos — com estimativas iniciais apontando pelo menos 36 óbitos confirmados e centenas de pessoas ainda desaparecidas.
Além das vítimas fatais, há feridos graves, incluindo civis e bombeiros que atuaram no resgate. Muitas famílias ainda aguardam informações sobre entes queridos desaparecidos, enquanto equipes preparadas e abrigos emergenciais tentam receber os afetados pela tragédia.
Por que o incêndio se espalhou tão rápido
Especialistas e autoridades identificaram os andaimes de bambu combinados a telas plásticas e revestimentos não retardantes como fator decisivo para a propagação do fogo. Embora o uso de andaimes de bambu já venha sendo gradualmente reduzido pelas normas de segurança locais, muitos edifícios antigos ou em reforma ainda empregavam essa técnica.
Observadores apontam que o incêndio ressalta fragilidades estruturais em construções densas e a necessidade urgente de regulamentação mais rígida sobre materiais e métodos de reforma — especialmente em regiões urbanas com alta densidade populacional.
Consequências imediatas para a comunidade
Moradores do complexo e bairros próximos foram retirados de suas casas e levados a abrigos provisórios. A via principal de acesso ao distrito Tai Po foi fechada e o transporte público precisou ser desviado, causando impacto na rotina da região.
Além do trauma físico e emocional, muitos perderam bens, documentos e a casa — em um cenário de incerteza sobre reconstrução, indenizações e futuro daqueles afetados. A tragédia reacende o debate sobre habitação digna, segurança urbana e justiça social em Hong Kong.
Reações oficiais e investigação em curso
O governo de Hong Kong declarou estado de emergência e iniciou uma investigação completa para apurar causas e responsabilidades. A hipótese de negligência em reformas, uso de materiais inflamáveis e falhas de fiscalização estão sendo examinadas. Três pessoas já foram detidas sob suspeita de homicídio por negligência.
Autoridades alertaram que outros prédios em reforma com andaimes similares serão inspecionados imediatamente — numa tentativa de evitar novos desastres. A tragédia reacende a pressão por uma revisão urgente das normas de segurança e das condições habitacionais na região.
O legado do incêndio Hong Kong para a segurança urbana
O desastre em Tai Po evidencia os riscos associados a construções antigas e reformas realizadas com materiais inadequados. O uso de andaimes de bambu e placas plásticas, embora tradicional, mostra-se incompatível com padrões modernos de segurança contra incêndio — especialmente em prédios altos e densos.
Para especialistas, essa tragédia serve como um alerta: é urgente a adoção de normas rigorosas de segurança predial, fiscalização constante e apoio social para moradores de habitações vulneráveis. A vida urbana e coletiva depende não apenas de infraestrutura, mas de responsabilidade compartilhada por governos, construtoras e comunidade.
Como acompanhar os desdobramentos do incêndio
As autoridades anunciaram a criação de um canal oficial de comunicação para familiares buscando informações sobre desaparecidos. Também foi aberta uma linha de apoio psicológico e social para os atingidos. A cobertura completa da tragédia e investigações está sendo divulgada por veículos internacionais, com atualizações frequentes.
Além disso, organizações de direitos humanos e moradia recomendam atenção ao uso de materiais seguros em reformas, e cobram transparência das autoridades na responsabilização dos envolvidos. A reconstrução e redefinição de políticas públicas se apresentam como parte essencial do processo de recuperação.
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