Um incêndio inesperado abalou a Zona Azul da COP30 em Belém, forçando o encerramento antecipado das atividades do Pavilhão das Universidades. A palavra-chave foco deste relato é incêndio Zona Azul COP30, que resume o cerne do episódio.
Como começou o incêndio na Zona Azul da COP30
O fogo teve início na tarde de quinta-feira, 20 de novembro de 2025, em um dos pavilhões de países africanos dentro da restrita Zona Azul da conferência. Segundo relatos da assessora da Unicamp, Patrícia Mariuzzo, o incêndio começou em uma estrutura próxima ao Pavilhão das Universidades.
A Zona Azul (ou “Blue Zone”) é a parte da COP onde ocorrem negociações oficiais, painéis diplomáticos e eventos formais.
Evacuação e tensão entre delegados
No momento do incidente, Mariuzzo era a única representante da Unicamp presente na Zona Azul. Ao avistar uma nuvem espessa de fumaça preta, começou uma corrida pelos corredores. “Algumas pessoas começaram a correr, outras já seguravam extintores”, contou.
A saída não foi imediata nem tranquila: formaram-se filas junto à porta principal da conferência e foi necessário ordenar a evacuação total da área. Apesar do susto, o Pavilhão das Universidades — embora muito próximo — não chegou a pegar fogo.
Desdobramentos: fechamento e retomada
Pouco depois do incidente, a UNFCCC (organização da ONU que coordena a COP) emitiu uma nota informando o fechamento de todos os pavilhões da Zona Azul. Com isso, a programação da Unicamp, prevista para seguir até o final da conferência, foi interrompida precocemente. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
Somente por volta das 20h40, após avaliação do Corpo de Bombeiros, a Zona Azul foi reaberta. As autoridades declararam que a estrutura estava segura para retorno, mas a área atingida pelo incêndio permaneceu isolada até o encerramento da COP.
Impactos sobre o Pavilhão das Universidades
Para a Unicamp, o incêndio representou um forte golpe simbólico e logístico. O Pavilhão das Universidades era palco de diálogos importantes sobre inovação, ciência e sustentabilidade, reunindo pesquisadores e estudantes de diferentes partes do mundo.
Apesar disso, não houve feridos no pavilhão acadêmico. Mariuzzo confirma que ninguém ficou ferido, embora tenha havido preocupação com a proximidade das chamas.
Atendimento médico e relato de observadores
Após a evacuação, equipes médicas foram acionadas. De acordo com a Agência Brasil, 21 pessoas foram atendidas: 19 por inalação de fumaça e duas por crise de ansiedade.
Um observador presente no local descreveu momentos de pânico, calor intenso e falhas na infraestrutura da Zona Azul. Ele relatou material inflamável, ar-condicionado ineficaz e comunicação pouco clara por parte da segurança.
Contexto mais amplo: Unicamp e a COP30
A participação da Unicamp na COP30 foi marcada por ambição científica. No Pavilhão das Universidades, a universidade apresentou iniciativas como o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), que visa articular pesquisas acadêmicas com ações concretas para a transição climática
Além disso, outro projeto importante levado pela Unicamp é o AmazonFACE, que estuda os impactos do aumento de CO₂ na floresta amazônica por meio de exposições, palestras e mesas-redondas na Zona Azul.
Também foi lançado um livro no pavilhão universitário da COP que reúne relatos de experiências sustentáveis em universidades brasileiras, incluindo a Unicamp.
Reflexões e lições do incêndio
O incêndio na Zona Azul da COP30 expõe riscos sérios de segurança em eventos internacionais de grande escala. A evacuação rápida, a tensão entre os participantes e as falhas estruturais relatadas levantam questões sobre a preparação da infraestrutura temporária.
Para a Unicamp, o incidente também ressalta a precariedade de espaços diplomáticos quando ocupados por pavilhões acadêmicos que demandam segurança técnica, logística e elétrica robusta.
Apesar da interrupção, a reabertura da Zona Azul e o isolamento da área afetada mostram que houve resposta rápida e coordenação entre organizadores e autoridades locais. Ainda assim, o episódio pode servir de alerta para futuras conferências climáticas.
Contexto institucional e comunicação
Em comunicado oficial, a UNFCCC afirmou que as atividades da conferência eram retomadas com segurança, mas que alguns pavilhões permaneceriam isolados até o fim da COP.
Já a Unicamp, por meio de sua assessoria, informou que verificou a evacuação dos demais membros da delegação, especialmente os da Universidade de Connecticut (UConn), parceira nas ações acadêmicas.
O que vem a seguir
Mesmo com o incêndio, a COP30 segue seus trâmites principais: as plenárias de negociação e os escritórios de delegados continuam ativos em áreas mais seguras, afastadas da Zona Azul atingida
Para a comunidade universitária, resta a tarefa de repensar como estruturar espaços acadêmicos em conferências climáticas, equilibrando ciência, diplomacia e segurança.
Conclusão
O incêndio na Zona Azul da COP30 não apenas provocou o fim antecipado das atividades no Pavilhão das Universidades, mas também revelou fragilidades estruturais e operacionais em uma das zonas mais simbólicas da conferência. Embora não haja registro de feridos graves, o episódio deixou marcas e levantou alertas importantes para a realização de grandes eventos climáticos com participação acadêmica.
A Unicamp, por sua vez, mostra resiliência: apesar do susto e da interrupção, suas ideias e projetos permanecem no centro do debate climático, prontos para contribuir quando o fogo se apagar.
Fontes externas: Agência Brasil, Correio Braziliense









