Protesto na D. Pedro I provoca congestionamento e afeta acessos à Unicamp
O protesto na D. Pedro I registrado na manhã desta terça-feira (12) provocou um longo congestionamento em Campinas e impactou milhares de motoristas que passavam pela região de Barão Geraldo. A manifestação ocorreu na rotatória de acesso às universidades pela Avenida Guilherme Campos e afetou diretamente o tráfego nas marginais da Rodovia D. Pedro I (SP-065), especialmente na altura do km 137.
Segundo informações da concessionária responsável pela rodovia, o bloqueio parcial causou reflexos em diversos pontos estratégicos da cidade, incluindo o acesso ao Hospital de Clínicas da Unicamp, à Avenida Adolfo Lutz e às entradas do campus universitário. O trânsito intenso começou ainda nas primeiras horas da manhã e só apresentou melhora perto do meio-dia.
A mobilização reuniu estudantes, trabalhadores e representantes sindicais ligados à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre as principais reivindicações estavam reajuste salarial, melhorias nas políticas de permanência estudantil, contratação de servidores e críticas ao processo de autarquização da área da saúde universitária.
Manifestação impactou principais acessos de Campinas
O protesto na D. Pedro I rapidamente gerou lentidão em vias consideradas essenciais para o deslocamento diário em Campinas. Motoristas enfrentaram dificuldades tanto nas marginais da rodovia quanto em pontos como o Trevo de Barão Geraldo e o chamado “Tapetão”, trecho que conecta a Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332).
Imagens divulgadas por motoristas nas redes sociais mostraram filas extensas de veículos e trânsito praticamente parado em alguns momentos da manhã. Muitos trabalhadores relataram atrasos e dificuldades para acessar hospitais, centros universitários e empresas instaladas na região.
A situação também chamou atenção pela proximidade com áreas de grande circulação médica. O Hospital de Clínicas da Unicamp e o Hemocentro tiveram acessos comprometidos durante parte da manhã, aumentando a preocupação de pacientes que possuíam consultas e exames agendados.
O que motivou o protesto na D. Pedro I
De acordo com entidades estudantis e sindicatos ligados às universidades estaduais paulistas, o ato faz parte da Campanha Salarial 2026, organizada pelo Fórum das Seis, grupo que reúne representantes da USP, Unesp, Unicamp e Centro Paula Souza.
Entre as principais pautas defendidas pelos manifestantes estavam:
- Reajuste salarial de 15,97%;
- Reposição das perdas inflacionárias acumuladas;
- Ampliação das políticas de permanência estudantil;
- Contratação de servidores via concurso público;
- Combate à terceirização e privatização;
- Melhorias em moradia universitária e assistência estudantil;
- Defesa dos hospitais universitários públicos.
Os estudantes também protestaram contra episódios recentes de violência envolvendo manifestações universitárias em São Paulo. Segundo representantes do movimento, atos anteriores teriam sido reprimidos com uso de gás de pimenta durante mobilizações na capital paulista.
Unicamp se posiciona sobre os protestos
Em nota oficial, a Reitoria da Unicamp informou que mantém diálogo constante com entidades estudantis e representantes sindicais. A universidade afirmou que continua trabalhando na busca por soluções relacionadas às demandas apresentadas pelos alunos e trabalhadores.
A administração da instituição destacou ainda que estudos seguem em andamento para avaliar melhorias nas áreas de moradia estudantil, transporte e auxílios de permanência, dentro das limitações orçamentárias da universidade.
A Unicamp também confirmou que uma nova rodada de negociações entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e representantes sindicais está programada para acontecer no dia 14 de maio de 2026, em São Paulo.
Trânsito intenso gerou reflexos em toda a região
Além da Rodovia D. Pedro I, outras vias importantes da região de Campinas também registraram lentidão durante o período do protesto. Motoristas que tentavam acessar Barão Geraldo encontraram trânsito carregado em praticamente todos os acessos.
Aplicativos de navegação chegaram a indicar rotas alternativas para tentar reduzir o tempo de deslocamento, mas a quantidade de veículos nas vias secundárias também causou retenções.
A concessionária Rota das Bandeiras informou que equipes monitoraram a situação ao longo de toda a manhã para orientar os condutores e minimizar os impactos no trânsito.
Motoristas enfrentaram manhã de dificuldades
Nas redes sociais, moradores de Campinas compartilharam relatos sobre atrasos em compromissos profissionais, consultas médicas e atividades acadêmicas. Alguns usuários afirmaram que o deslocamento entre bairros próximos levou mais de uma hora.
O congestionamento causado pelo protesto na D. Pedro I reacendeu discussões sobre a dependência do transporte rodoviário em Campinas e a dificuldade de mobilidade urbana em horários de pico.
Especialistas em trânsito frequentemente apontam que a região de Barão Geraldo já possui gargalos históricos devido à concentração de universidades, hospitais, condomínios empresariais e centros comerciais.
Campinas enfrenta desafios históricos de mobilidade
A Rodovia D. Pedro I é uma das principais ligações entre Campinas e cidades do interior paulista. Além disso, o trecho próximo à Unicamp concentra intenso fluxo de estudantes, profissionais da saúde, caminhões e trabalhadores diariamente.
Em horários de pico, congestionamentos na região já são comuns mesmo sem manifestações ou acidentes. Quando ocorre algum bloqueio parcial, os reflexos rapidamente atingem diversos bairros e rodovias conectadas.
Moradores da região defendem investimentos em transporte público, corredores exclusivos e melhorias na integração urbana para reduzir a dependência excessiva de automóveis.
Próximos passos após o protesto
As entidades responsáveis pela manifestação afirmaram que novas mobilizações podem ocorrer caso não haja avanço nas negociações salariais e nas pautas ligadas à permanência estudantil.
A reunião prevista para o dia 14 de maio entre o Cruesp e representantes sindicais deve definir os próximos encaminhamentos do movimento. Até o momento, não há confirmação de novos bloqueios ou paralisações em Campinas.
Enquanto isso, motoristas e moradores seguem atentos aos possíveis impactos no trânsito da região universitária, especialmente nos acessos à Rodovia D. Pedro I e à Avenida Guilherme Campos.
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Imagem: Congestionamento na Rodovia D. Pedro I durante protesto em Campinas
Alt text: protesto na D. Pedro I causando trânsito em Campinas
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Matéria pesquisada por nossos agentes de IA. Redigida e comentada por nossos Editores.



